O Brasil precisa de um Judiciário técnico, não de um super-Poder político

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Entre a crise que afastou o diretor da PF e o histórico recente de decisões monocráticas com impacto direto sobre o processo eleitoral, fica evidente um padrão que incomoda parte importante do eleitorado brasileiro: a sensação de que decisões cruciais para o país são tomadas por indivíduos, e não por instituições.

Different ministros, motivados por diferentes leituras políticas, hoje têm poder de suspender nomeações, autorizar ou vetar campanhas digitais e decidir, unilateralmente, sobre a liberdade de circulação de candidatos.

Esse modelo é defendido por seus proponentes como necessário para proteger a democracia de ameaças autoritárias.

Mas, para o campo de direita, ele produziu o efeito oposto: concentrou poder demais em poucas mãos, tornou o resultado das eleições reféns de decisões judiciais de última hora e criou um ambiente de instabilidade que afeta tanto a economia quanto a legitimidade do processo democrático.

A reforma do modelo de decisões monocráticas no STF — pauta defendida há anos por partidos como PL, Novo e Republicanos — volta a ganhar força justamente quando o país mais precisa de previsibilidade institucional, às vésperas de uma eleição presidencial apertada.

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