Vantagem de Tarcísio na maior praça eleitoral do país é reflexo de gestão, não só de conjuntura

2 min de leitura

A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta semana mostrou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 51,1% das intenções de voto no primeiro turno em São Paulo, contra 39,9% de Fernando Haddad (PT) — uma vantagem de mais de dez pontos que se mantém mesmo em simulação de segundo turno.

Em um estado que responde por 34,1 milhões de eleitores, quase um quarto do eleitorado nacional, o resultado carrega peso simbólico para o país inteiro.

Para quem acompanha de perto a gestão paulista, a vantagem não é surpresa. Tarcísio herdou uma máquina estadual historicamente eficiente e conseguiu, ao mesmo tempo, manter o apoio do empresariado, do agronegócio e de parte do eleitorado mais moderado que buscava um nome técnico e menos ideológico.

Diferentemente do que ocorreu em 2022, quando o embate era polarizado entre dois projetos claramente antagônicos, Tarcísio hoje se apresenta como continuidade de estabilidade — algo raro em um cenário nacional marcado por crises institucionais e desgaste do governo federal.

Fernando Haddad, por sua vez, chega à sua segunda tentativa pelo governo paulista carregando o ônus de ser identificado com um governo Lula que atravessa o pior momento de aprovação desde o início do terceiro mandato.

Difícil dissociar uma candidatura de sucessão ao Palácio dos Bandeirantes do desempenho do padrinho político em Brasília — e é exatamente esse vínculo que, segundo analistas de campo conservador, explica por que o “teto” eleitoral do PT em São Paulo parece cada vez mais baixo.

Compartilhe como preferir

Copiar Link
WhatsApp
Facebook
Email