Aprovação de Lula despenca e reflete o cansaço com o terceiro mandato

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A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 7 de setembro, mostrou desaprovação de 50% ao governo Lula, ante 43% de aprovação — a maior distância entre os dois indicadores desde abril.

O dado não é isolado: soma-se a semanas de notícias desgastantes envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, além da escalada da crise institucional no STF.

Chama atenção que, mesmo com toda a artilharia do governo — redução da fila do INSS, promessas sobre o fim da chamada “taxa das blusinhas” e da escala 6×1 — nada disso foi suficiente para conter a curva de rejeição.

Na leitura de quem defende uma alternativa de centro-direita ou de direita ao PT, o padrão é claro: o governo tenta construir uma agenda positiva, mas é sistematicamente atropelado por crises que expõem a fragilidade da coalizão e o desgaste natural de um projeto político em seu quarto mandato consecutivo no poder desde 2003 (com o intervalo de 2016 a 2022).

O crescimento da corrupção como tema espontâneo de preocupação — que saltou de 14% para 20% em cinco dias, segundo a mesma pesquisa — é outro sinal de que o eleitorado está atento a mais do que a narrativa oficial de “geração de renda”.

Para o campo conservador, o cenário reforça a tese de que 2026 é o ano de virada, com o eleitorado disposto a punir nas urnas um governo que não conseguiu, mesmo com folga orçamentária, entregar a confiança que prometeu recuperar.

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