PF encontra obras de arte e R$ 831 mil em dinheiro na casa de ex-sócio do Banco Master

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PF encontra obras de arte e R$ 831 mil em dinheiro na casa de ex-sócio do Banco Master

Relatórios de busca da Operação Compliance Zero, realizados em novembro de 2025 e divulgados agora, detalham apreensões no apartamento de Augusto Lima

Relatórios da Polícia Federal relacionados à Operação Compliance Zero revelaram detalhes da busca realizada no apartamento de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, em São Paulo. Entre os bens encontrados pelos investigadores estão obras de arte, um relógio de luxo, um veículo de alto padrão e R$ 831 mil em dinheiro.

A operação ocorreu em novembro de 2025, mas os documentos referentes à busca e apreensão somente se tornaram públicos agora.

Entre as obras localizadas pela PF estão peças atribuídas aos artistas brasileiros Alfredo Volpi, Abraham Palatnik e Emanoel Araújo.

Segundo os documentos divulgados, uma das obras de Abraham Palatnik foi avaliada em aproximadamente R$ 600 mil. Também foram encontradas duas esculturas de Emanoel Araújo, cada uma estimada em R$ 160 mil.

As obras foram consideradas apreendidas pelas autoridades, mas permaneceram no imóvel sob a responsabilidade de Augusto Lima, na condição de fiel depositário.

Outros bens de alto valor

A operação também resultou na apreensão de outros bens de elevado valor.

De acordo com os relatórios, os investigadores encontraram um relógio Audemars Piguet avaliado em R$ 213 mil, além de um Mercedes-AMG com valor superior a R$ 1 milhão.

Outro item que chamou atenção foi a quantia de R$ 831 mil em dinheiro, localizada dentro de uma gaveta no apartamento.

A existência desses bens passou a integrar o conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Augusto Lima é investigado na Operação Compliance Zero

Augusto Lima foi alvo de mandado de prisão durante a operação e atualmente cumpre medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

O empresário é investigado no caso envolvendo o Banco Master. Entre os pontos analisados pelas autoridades está também sua relação com integrantes do núcleo político do PT na Bahia.

Nesse contexto, aparece o nome do senador Jaques Wagner (PT-BA), citado na investigação em razão de sua relação com Augusto Lima.

A simples existência de vínculos ou contatos, porém, não comprova por si só a prática de qualquer irregularidade. Eventuais responsabilidades dependerão da conclusão das investigações e das decisões das autoridades competentes.

Defesa afirma que patrimônio tem origem lícita

A defesa de Augusto Lima contesta qualquer tentativa de relacionar os bens encontrados a atividades ilícitas.

Segundo os advogados, as obras de arte foram adquiridas de forma legal, assim como os recursos encontrados durante a operação. A defesa afirma ainda que os valores e os bens estão declarados no Imposto de Renda.

Os advogados também destacam que Augusto Lima permanece como fiel depositário das obras e sustentam que essa condição não representa, por si só, qualquer irregularidade na aquisição ou propriedade dos objetos.

A defesa afirma que o empresário continua à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e que espera demonstrar sua inocência ao final das investigações.

Documentos ampliam detalhes sobre investigação

A divulgação dos relatórios acrescenta novas informações sobre a dimensão da investigação envolvendo o antigo comando do Banco Master e seus negócios.

Além das obras de arte, do dinheiro e dos bens de luxo encontrados no apartamento de Augusto Lima, outros documentos da Operação Compliance Zero vêm revelando detalhes sobre empresas, operações financeiras e relações mantidas pelos investigados.

No caso das obras, a investigação deverá avaliar a origem dos recursos utilizados para sua aquisição e a documentação apresentada para comprovar a propriedade e a legalidade das operações.

Até o momento, a existência dos bens e sua apreensão não significa, isoladamente, que tenham sido adquiridos com recursos provenientes de crimes. A defesa sustenta justamente o contrário e afirma que possui documentação para comprovar a origem lícita do patrimônio.

As investigações continuam sob análise das autoridades responsáveis pelo caso.

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